Textos de Alberto Moreira Ferreira
Garras
de passarinho curvadas sobre o osso
debaixo da sua pele, tenra, a cabeça
em chamas aperta distanciando
ainda mais os viventes cobertos
com as suas armaduras de água banhando
um puro coração a devorar-se até à última
a escuridão final dos que esperam
dos que amam, dos hauríveis dos próximos
loucos ou
apagam-se as chamas cerram-se os dentes
sem que a força se renda à força
e os dias ancorados te desfaçam